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IBGE

.: Desemprego no País avança para 7,9%

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O IBGE divulgou na última semana levantamento que demonstra o avanço do desemprego no País. A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2015 chegou a 7,9%, a maior desde o primeiro trimestre de 2013, quando o indicador alcançou 8%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em sete unidades da Federação e duas grandes regiões, porém, a taxa observada nos primeiros três meses deste ano foi a maior de toda a série, iniciada em 2012.

Um desses estados é São Paulo, onde a taxa de desemprego ficou em 8,5% no primeiro trimestre. Outros recordes foram observados em Roraima (8,9%), Pará (9,2%), Minas Gerais (8,2%), Rio Grande do Sul (5,6%), Goiás (7,0%) e Distrito Federal (10,8%).

Entre as grandes regiões, os recordes históricos foram verificados no Sudeste (8,0%) e no Centro-Oeste (7,3%). Na contramão, Sergipe registrou taxa de desemprego de 8,6% no primeiro trimestre de 2015 - a menor da série histórica.

O aumento da taxa de desemprego de 7,2% no quarto trimestre de 2014 para 7,9% nos primeiros três meses deste ano segue um fator sazonal, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. "Tem um fator sazonal, uma dispensa de trabalhadores temporários, e isso é normal", explicou.

Segundo Azeredo, houve um aumento maior da desocupação (23,0%), enquanto a população ocupada caiu 0,9% no primeiro trimestre deste ano ante os últimos três meses do ano passado. "O que percebemos é que a retenção de trabalhadores temporários foi inferior do que na passagem de 2013 para 2014. Isso mostra que o mercado de trabalho está gerando menos postos de trabalho, enquanto há uma procura maior", disse o coordenador.

Na comparação anual, o aumento da taxa de desemprego foi ainda mais intenso. A taxa havia ficado em 6,5% no primeiro trimestre do ano passado. "No Brasil, há um aumento anual da desocupação que é superior ao aumento da ocupação. Então, existe uma pressão maior sobre o mercado de trabalho quando se compara com 2014. A taxa de desocupação está num patamar mais alto porque a geração de vagas é insuficiente diante da maior procura por trabalho", afirmou.